@mixigodo Uma pena, sendo que a administração pública poderia pôr muito, economicamente e a nível técnico, para impulsar este tipo de projetos, se dedicasse tão só uma pequena parte do orçamento que destina a licenças e dispositivos que não valem para nada.
@pcgaldo Uf, o das licenzas éche un tema, comezando polxs docentes. Non hai día en que non haxa quen rosma porque o Microsoft Office só está instalado nuns poucos computadores, o resto co LibreOffice... que, para o uso que lle dan, case servía o bloc de notas. Pero como a interface non é idéntica... (para persoas así pode estar ben o OnlyOffice)
Por outra banda, cuestionarios hainos no Moodle, que é o estándar que usamos case todes. O que pasa é que non están tan gamificados coma o Kahoot.
@mixigodo A prática da Xunta parece focar-se mais em promover, daquela maneira, o uso geral do software livre que em estudar as necessidades e encomendar o desenvolvimento ativo de ferramentas específicas livres. Isso é um erro, provavelmente intencional.
Seria necessário um plano de adoção de tecnologias livres que inclua uma auditoria continua das necessidades em cada parcela da administração e a integração real do financiamento público no ecossistema do desenvolvimento do software livre.
@mixigodo Uma questão indicativa da situação é a brutal assimetria entre o orçamento destinado a pagar licenças privativas e o destinado à suposta promoção de desenvolvimento de software livre.
Ainda que a transparência não é muita e existe dispersão de dados, podemos estar a falar de dezenas de milhões fronte a dezenas ou como muito um cento de milheiros de euros.
Na política o fluxo de dinheiro sempre marca quais são as verdadeiras intenções, por muita propaganda que se queira fazer.
@mixigodo O gasto em software privativo fomenta um modelo extractivo e dependente, enquanto o investimento em software livre poderia alimentar a inovação produtiva, a retenção de talento e a criação de bens públicos a nível local.
O pior de todo isto, além de questões operativas para a docência, é que desde a escola pública estamos a promover o primeiro modelo.
@pcgaldo Concordo totalmente co que dis.
Por ver o positivo: eu comecei como docente en Castela e León, onde usabamos as aplicacións de Microsoft (correo, nube, ofimática...) co gasto económico e risco para os datos persoais do alumnado que iso implica.
Aquí, polo menos, temos ferramentas propias e alternativas libres, mais non son nin moi coñecidas nin amplamente usadas (malia que temos un Nexcloud "propio", moita xente emprega Google Drive para almacenar datos persoais do alumnado, p. ex.).
@mixigodo Efectivamente. Na pandemia cheguei ver uma página de serviços livres, meio agochada. Havia o Nextcloud, não sei se dum par de gigas. Também Jitsi Meet e alguma cousa mais.
As ferramentas privativas estavam, sem embargo, em primeira linha.
O do Moodle e o Drupal é meio milagreiro. Não deviam ter muita alternativa ou os deixaram estar porque a gente estava afeita. Tampouco com muito suporte, segundo poido ver. Suponho que tampouco achegando dinheiro ou colaborando no desenvolvimento.
@mixigodo Outro problema é que se acabam pagando histórias privativas cos fundos da cooperativa de aula, junto com materiais e demais. Isso quando não é o professorado quem paga do seu peto.
@pcgaldo Iso é certo tamén.
Saír da roda non é fácil, pero hai que tentalo e amosar alternativas. Pedagoxía. Mais a xente somos (moi) reacias aos cambios... "fíxose así sempre".